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sábado, fevereiro 20, 2010

Pensamento preso

Aguarda-me (sempre) uma conclusão lógica. Por ser minha. A única coisa verdadeiramente minha.
Porque não me posso soltar de tudo o que me influi, posso ao menos concluir que, se assim não fôr, a nenhum de vós, que me influencíam, assiste pingo de razão.
Neguem o que sou, negarão o que defendem...

Não precisam concordar, lógico!

domingo, outubro 25, 2009

Quando é que me serei?...

Per
fil
Hoje é verdade, amanhã é mentira. Depois muda(m-nos)!

Até ao ponto em que começaremos a ser o somatório de ambas.

Nunca será exacto, e a sua inexactidão, demorará uma vida a perfilar! É preciso ter-se consciência, de uma mutação constante! – É uma exposição muito perigosa, que poderá ser-nos madrasta…

Não estaremos sempre no mesmo ponto – lugar comum – não gostaremos sempre das mesmas coisas, toleraremos situações (para nosso pasmo) que jurámos dentro de nós, nunca tolerar. Aparece-nos o nunca, que nunca diríamos… Veremos beleza onde não víamos, mas principalmente, muito do que víamos belo, desencanta-se, em nós. Instala-se-nos o descrédito, no Homem, e eu pergunto-me para onde é que me dirijo?!

Se tenho a capacidade/possibilidade de me construir, porque haverei de me deixar destruir pelo descrédito nos/dos meus iguais? Foi para desacreditar que me cultivei? – Não! Não me acomodarei! Antes, serei a mudança que quero para o Mundo.

(Quase) todo o perfil, tristemente, almeja superiorizar-se a outro perfil. Numa competição feroz, traiçoeira e muitas vezes covarde. Se tal postura dificilmente se justificaria se da sobrevivência se tratasse, o que terá tanto valor, para "nos" espezinharmos desta forma?

Que bom que será ser-se melhor que outros, não por mérito próprio, (onde veríamos terceiros a reconhecer-nos qualidades) mas por intermédio do exercício de inferiorizar!

A água, não afoga a água, o ar, não sufoca o ar!

Perfil, perfil… Há quem não tenha para o ter!

quarta-feira, outubro 21, 2009

Labi(o)rinto de sensações...






Haverá outra parte de nós, que viva tamanha cumplicidade? – Talvez.

Superior, inferior. Só entre eles, é que o não são. Tão diferentes, aos nossos olhos! Gémeos, no sentir e agir! Beijam-se como nenhuns outros. A cada bocejo, cada suspiro, a cada palavra proferida. Num desabafo, festejo. Qualquer desculpa que os separa, justifica-lhes um reencontro singular, mágico, que exibem, orgulhosos, ao resto do corpo.

E se para um beijo são precisos no mínimo dois, é deles que falaremos. Dos nossos lábios, claro. A Natureza jurou-os parceiros, quais siameses, em fidelidade eterna. E se são lábios, beijam. Beijaram. Irão beijar.
O beijo começa entre eles, antes de tocarem uma face, uma mão, outros lábios. É também entre ambos que termina.

Um beijo é sempre verdadeiro. Mesmo o falso, porque se quer que seja. Ou porque não conseguiremos camuflar (nele) o que nos vai por dentro.

Há beijos que contêm tamanha felicidade, tão grande cumplicidade, que chegam a recrutar lágrimas, em auxílio do sentir. Depois haverá os das outras lágrimas, as que não queremos que venham…

Beijo – Principio, fim. O que desponta o sorriso, o que encerra a lágrima. O de ambos. Que interrompe a palavra, que a substitui quando lhe é superior, humildemente superior.

Poderemos definir um beijo? - Tenho comigo que ele se define, simplesmente, no momento em que o é.

Quem nunca beijou, sorrindo a tristeza?...
Quem nunca beijou, chorando a felicidade?...

Beijo… Provavelmente o inicio, eventualmente o fim!

quarta-feira, setembro 23, 2009

Ouvir... Dá que falar!








Assistia-lhe toda a razão. Sempre, leia-se. E por isso o que lhe chegava aos ouvidos nunca era escutado. Nem dos que lhe eram amigos. Os avisos deles, camuflados, muito menos. Enchia, como tal, os outros com a sua verdade, que assumia única. Não conhecia a humildade, não lhe cabia em todo o saber, apesar de tantas vezes, em tantos anos, os amigos o tentarem chamar a uma outra razão. Mas procurava-os, para que o ouvissem, invadido cegamente por uma auto-suficiência nada pedagógica, que paradoxalmente o empurrava para o convívio, para o contacto com outras pessoas.

- Então diz-nos lá, ó auto-suficiente, onde é que existes sózinho, – Perguntava-lhe o amigo de eleição, interrompendo muitas das suas oratórias – se passas o teu tempo numa busca incessante de ouvidos?
- Ora, falo para quem me quiser ouvir! – Ripostava, alheio de que era ele quem procurava receptor, nos que não buscavam nele emissor.
E chegou o dia em que os ouvidos dos amigos se fecharam, como os seus sempre estiveram, através do silêncio para com ele.
Foram vários os dias em que acompanhado pelos de sempre, se sentiu dolorosamente só. Procurou então o amigo, o de eleição, que lhe disse:
- Nunca nos ouviste as palavras, numa razão que anda a par com a tua, afinal estamos a comportar-nos como querias, sinceramente não sei de que te queixas. Mas vai pensando, ó sábio, agora que estranhas o silêncio que exigias, que talvez a ausência de argumento faça maior prova de razão.

E foi esse o seu primeiro dia, em que com duas orelhas e apenas uma boca, começou a ouvir mais e a falar menos.

quinta-feira, setembro 10, 2009

O Inte louco tual

Pois se um burro não se pode passar por inteligente, já o contrário será perfeitamente possível!
Então, quantos burros andarão por aí que não o são, por simplesmente se camuflarem?

E certos géneros de loucura? Não poderão estar no mesmo nível?

Não sei se sei de que lado vos "falo". Se do lado do louco, se do outro extremo. Julgo que sempre estive do mesmo lado, por isso, sem termo de comparação, torna-se difícil localizar-me com precisão. Adiante, que não há nada de especial para ler e o tempo escasseia.

Inteligência será, porventura, mais do que ter respostas, ter perguntas! Será a busca a que a pergunta obriga, que mexe com o saber. Não propriamente a resposta em si (correcta ou não). Muitas terão sido as vezes, em que a resposta a uma determinada pergunta, foi considerada correcta, algumas durante séculos, para posteriormente se constatar que afinal… Não era.
Em alguns casos, a constatação de que algo tido como adquirido era falso, ter-se-á dado de uma forma natural. Flagrante, talvez. Por outro lado, terá sido a permanente interrogação em relação à veracidade de outras, que terá ajudado a que se tenha feito luz. Ainda ajudará.
O "só sei que nada sei", terá aparecido algures no meio de muitas perguntas, de muitas buscas de respostas, digo eu!

Sou da mesma opinião dos que consideram que a inteligência pode até prejudicar a própria saúde. Alguns defenderão que ao prejudicar a saúde, já não será inteligência, eu não concordo com esta teoria. Penso que a sensibilidade é característica apenas das pessoas inteligentes e que será precisamente o "elo menos forte" do cérebro. Às vezes quebra e nestes casos poderá deixar fluir a sanidade. É simplesmente uma opinião, vale-o-que-vale, portanto, deve valer alguma coisa (digo eu, outra vez).

- Coitado, "era" um cérebro. Se calhar por isso é que deu em doido!
- Foi do estudo. Era tão inteligente! Passava a vida a estudar, acabou assim.
- Olha, os matemáticos têm todos pancada! (esta então!!!)
- (…)

Umas quantas expressões conhecidas, que associam (alguma) inteligência à loucura, à insanidade. Hipoteticamente, alguns casos em que o elo que refiro terá cedido.

Talvez a loucura seja o clímax da inteligência!

Fico-me por aqui, que tenho consulta de psiquiatria agora.

(E não me lembro se vou consultar ou ser consultado…)

segunda-feira, agosto 31, 2009

A Porta

Isto a que chamamos vida corrige-se, muito além dum destino, dum karma, dum desespero, dum pessimismo extremo qualquer. Acredito simplesmente que há coisas que acontecem e pessoas que se conhecem no tempo e no espaço certos e, muito importante também, fora deles! Fará por isso toda a diferença, estar à hora certa no lugar devido.
Isto a que chamamos vida, está repleto de pessoas belas, boas! Simplesmente porque a pessoa X, que para fulano reúne todos os requisitos de um/a deus/a da felicidade, para mim é uma pessoa, apenas tão "maravilhosa" quanto eu. E a pessoa que passa completamente despercebida, ou que não desperta a mínima atenção, a esse fulano, será para mim, isso mesmo… a que a X lhe é.

Canta um fado de Coimbra que:

Um amor para ser amor
Tem de durar a vida inteira
Quem ama a segunda vez
Não amou bem da primeira

E o Óscar Wilde disse que "a diferença no objecto do amor, não altera a integridade da paixão, só lhe confere mais intensidade."
Por isso, pode muito bem amar-se só uma vez! Pode é demorar a perceber-se quando é que se ama. Pode pensar-se que se ama e afinal não. Contra mim falo, que (muito felizmente) sou leigo na matéria. Ainda assim opino, que se lixe!

O amor não fecha portas. Jamais. O amor abre-as, que é precisamente o oposto! Porque não somos correspondidos, acaba o mundo? – Não! - Assumo eu. Só quem ama (verdadeiramente), saberá o quanto de bom tem para partilhar com o tal objecto do amor! Então, a haver alguém "prejudicado", este será o que, por não corresponder no sentimento, deixa de receber o que quem o ama tem para oferecer. Mas se afinal não corresponde no sentimento, estará a perder alguma coisa? Terá olhos para perceber isso? Poderá alguém sentir a falta de algo ou de alguma pessoa de quem não precisa? Que acalme os que não correspondidos amam, a paz do que sentem. Porque isso é seu! Mais do que isso ser o que sentem, isso é o que são. É como são. E não nos devemos permitir que uma pessoa que não corresponde ao que sentimos, exerça em nós influência suficiente (ainda que sem saber), que nos faça alterar a essência. A nossa essência!
O amor não fecha portas, nós é que devemos fechar. Mas não é ao amor. É sim, à pessoa que não nos ama. Tendemos a confundir…

Então, eu não vou amar de novo. Vou sim, amar do mesmo modo, ou mais profundo, outra pessoa. Porque haveria de ser o meu amor diferente, menos intenso, para esta, se também me amar, do que foi o que senti pela outra, que nunca me amou?

Tenho andado nos lugares certos, dentro de horas… em breve concluirei se mais vezes assim serão, ou se coisas hão-de acontecer fora deles e delas. Uma é certa; a minha porta está aberta. Se duvidas tivesse, o coração confirmou-me. Vou apenas desejar (em tempo algum pedir-lhe) que entre. Vou desejar apenas que deseje entrar. Se lhe parecer bom, entrar.

Porque se lhe parecer bom, entrar, eu tentarei mostrar-lhe o bom que nos será, ela ter passado… A Porta!

O ciúme – Ou o pêssego negligenciado!

Analogia?! Nããããããã…

O ciúme é incrível, digo eu. E incompreensível também, para mim. Sinceramente, gostava muito que alguém me ajudasse a compreendê-lo. Ou não!

Ele existe! Está aqui a palavra; CIÚME – ci-ú-me.

Eu, por exemplo, quando acabo de comer um pêssego, não fico a roer o caroço. O caroço, em último caso, ajuda-me é a perceber que o pêssego acabou.
Coube-me a decisão de escolher um pêssego para comer. Coube-me principalmente, a tarefa de escolher aquele pêssego. Coube-me ainda, a responsabilidade de o conservar comestível. Se por algum motivo negligenciei atenção ao pêssego e ele se deteriorou, ficando para mim incomestível, a culpa é minha.

Contudo, o pêssego não pode escolher outra pessoa para o comer, mas ainda assim, se eventualmente alguém vier que o considere comestível e avançar para o repasto, mais uma vez a culpa terá sido minha. Primeiro porque deixei estragar o pêssego saudável como eu gosto de comer, depois porque, ao fazê-lo, o deixei num estado em que alguém não se incomodará de consumir! Depois, comodamente, covardemente, vou atribuir a culpa ao pêssego por se ter estragado, por não se ter sabido manter em boas condições de conservação, sozinho! Como resultado, irei ter ciúmes pelo facto de ter aparecido alguém que deu atenção ao meu pêssego, vendo-o naquele estado, que aos seus olhos está perfeitamente comestível!

Terei sido um fraco. Assumi que o meu pêssego estaria sempre ali (desculpem o termo), de perna aberta, sempre saudável, fresquinho, infinitamente à espera que eu abrisse os olhos e o comesse. E eu tranquilo… a comer umas uvas por ali, umas fatias de melão acolá. Às vezes quem sabe uma salada de fruta, além! De repente, quando me apercebo que nenhuma dessas frutas chega aos calcanhares do meu pêssego… é tarde. O pêssego pode até nem ser de mais ninguém, ou para mais ninguém, mas para mim, assim meu-meu, depois do trato que lhe dei?!… não será de certeza!

Pode até nem chegar a aparecer alguém para o comer, mas eu vou achar sempre que sim. Pois ao não estar no ponto para mim, estará por certo para outra pessoa… ele não irá impedir que eu o coma.
Mas uma coisa é certa… No estado em que o deixei, vai-lhe ser fácil, muito fácil mostrar-me que não me irá dar prazer nenhum comê-lo!

quarta-feira, julho 01, 2009

Mãos ao ar, isto é um seguro!!!

Uma colisão entre dois veículos. Triângulos e coletes. Sangue quente (nas veias, calma! Não há feridos.) e, à portuguesa, argumentos da razão "muito altos". Ninguém tem culpa. Ou têm os dois. Ou só um. Chama-se a policia, por que a culpa é do outro… registo de ocorrência e… seguradoras resolvam, que é para isso que nos "chulam"!


Há dias presenciei uma situação engraçada, que me levou a imaginar um cenário… às tantas nada impossível, num qualquer futuro!

Do estabelecimento onde me encontrava a tomar um café, reparei que uma moça subia a rua, enquanto outra a descia, no mesmo lado da estrada. Tudo normal. Mais atento, observei que ambas seguiam concentradíssimas no respectivo 'celular', numa eventual conversa escrita. Já eu adivinhava o embate, quando elas, num susto partilhado, travaram a tempo de evitar o choque frontal. Fintaram-se mutuamente, num sorriso, e depois do "drible", cada uma seguiu o seu.

O que imaginei eu?...
Uma possível sequência da colisão entre elas.

Imaginem que se tinha dado o embate… que os telemóveis caíam e se danificavam… ou apenas um deles. Talvez se dispensassem os triângulos e os coletes, mas quem assumiria a responsabilidade, se o de uma não se estragasse, e o da outra sim? Chamar-se-ia a policia, para apurar qual a transgressora? Para se saber qual seguia o seu caminho fora de mão? Seriam ambas multadas por irem ao telemóvel, enquanto circulavam na via pública?

Já há muito tempo que existem algumas regras para a circulação dos peões. Semáforos, passadeiras, passagens superiores e subterrâneas, enfim, todo um não sei quê moderador do trânsito pedonal. Vamos, estou convicto, chegar a um ponto, em que por certo alguns de nós já cá não estarão, onde a regularização da circulação dos transeuntes será total. Regras que irão condicionar absolutamente, o modo como nos deslocamos a pé. Um paralelo ao Código da Estrada, versão; Código do Passeio.

Será mais um paraíso para a acção das companhias de seguros! Que após (se acontecesse) lerem este texto, iriam começar a trabalhar um modo para fugir às responsabilidades dos seus segurados. E logo que esse processo de fuga estivesse elaborado, era vê-las a avançar com esta ideia junto das autoridades, junto do Estado… pensando que não, seria só mais uma forma de lucro fácil.

É que já há tantos campos onde a lei permite roubar…

segunda-feira, junho 22, 2009

Cantar, silenciosamente. (leitura não aconselhada.... é um pensamento em... "escrita alta")

Caminho muito. Muito é muito, mesmo! Reforcei para anular a dúvida (e também para imaginar-vos a visualizar um qualquer calçado que possa usar, a tocar o chão, num - esquerda-direita-esquerda-direita-esquerda-direita, incessante)
Vazo a energia ao Ministério Publico (brincadeira) ao MP3, diariamente. Foi uma forma que elegi, para conseguir estar sozinho na multidão. Haverá outras.
O facto, honestamente, aqui que ninguém nos lê, é que passo muito mal sem musica. Graças a este aparelho, posso satisfazer-me sem incomodar. (tenho constatado ultimamente, que é moda entre os menos velhos, reproduzir musica publicamente a partir do telemóvel, alto e a bom som, oferecendo-nos assim, algo para podermos, interiormente, criticar.)

Gosto muito de cantar. (correcção) gostaria muito de cantar. Seria necessário saber. É isto que me trás aqui. Sozinho tento e, ao tentar, realizo já um gozo enorme, fico-me a imaginar, que prazer recolheria se o soubesse fazer.
Se quem o sabe fazer, incomoda, por vezes, qual será o dano causado por quem, sem saber, tenta?! Pois…

- Ó ciência, ó tecnologia, ó futuro. Ó algo ou alguém… tragam-me, por obséquio, o tal aparelho!

Imaginem um aparelho que se pudesse usar, desta maneira assim-assim, e que nos (nos, a nós, principalmente aos que sem saber, tentamos cantar) permitisse a performance, em tudo igual, mas sem incomodar… vivalma!

Cantar, silenciosamente. A sigla que me ocorre é, deveras…

(No
Voice
Player

Que dizem, hum?)

… Deveras bela, bem sei, como a imagem duns quaisquer pés, no tal incessante – esquerda-direita-esquerda-direita-esquerda-direita…
Esta beleza é irrelevante. O importante mesmo seria, do equipamento, o (usu)fruto.

Isto é o resultado de ter um pouco de tempo disponível… lá está, com este exemplo, provo-vos que; pensar pode prejudicar a saúde! Nada disso!!!

“Sempre que um Homem sonha, o Mundo pula e avança”
(in Pedra Filosofal – António Gedeão)

sábado, junho 20, 2009

O Elogio, segundo S. Inocente!




= Se Tens Olhos Pára!




Reformulemos, pois não será… Elogio Da Loucura, mas sim… Loucura Do Elogio …

Plágio, qual homenagem! …

Recorri, sem opção, pois foi a única que me veio em auxílio do espanto, a uma expressão deveras conhecida, e muito recorrente no sábio que é o povo. Então exclamei, do tico para o teco (não posso precisar se não terá sido antes do teco para o tico. Confundo-os com frequência, pois, são muito parecidos, ambos ricos em pobreza.):
Ele há coisas levadas dum raio!!!”
Numa das minhas recentes incursões, pelo maravilhoso mundo bloguista, deparei-me a ler os comentários a uma entrada, que determinada usuária (julgo-a no feminino!?) inseriu no seu jardim. Sem transcrever, apraz-me registar que um dos comentadores criticava, não o post, mas a autora, do mesmo. Pois de facto, ela não o era, de todo. Tratava-se então de plágio … permiti-me, sem custo, compreender-lhe a indignação. Tudo estaria bem, se esta Rosa colocasse no final do dito, um simples…”plagiado algures por aí”, digo eu. O que é facto, é que este detalhe define a diferença entre roubo e elogio!
Não me irei alongar, mas consta no seio dos seres inteligentes, que a imitação é dos maiores registos de elogio. Ninguém transcreveria fosse o que fosse, sem que não reconhecesse, beleza, profundidade, toda uma maré de adjectivos qualitativos, na matéria lida. A referida Rosa, ter-se-á arranhado num espinho isento de malícia. Não só aceitou e publicou o comentário onde se constatava o plágio, como apresentou as suas desculpas.

Eu, perdoaria esta flor, de imediato, com um conselho apenas; - refere, quando registares algo que não é de tua autoria. Defender-te ás, assim, da acusação de plágio, em função do agradecimento, de que serás alvo, pelo teu elogioso destaque.

Plagiem-me, companheiros da palavra. Elevem-me, referindo, usando as letras que vou juntando, mesmo sem que me associem o nome a elas.
Imortalizem-nas, para que eu, abstruso, possa nelas ser, também, imortal.

segunda-feira, junho 15, 2009

Reset…

Sou como sou. Uma constatação tão óbvia, como desnecessária, dirão muitos. Afinal, sem excepção, todos são como são… mas será mesmo assim?
António Aleixo escreveu um dia:

Não sou esperto nem bruto,
Nem bem nem mal educado,
Sou simplesmente o produto
Do meio onde fui criado.

Só que isto foi noutros tempos. Na altura as pessoas eram, essencialmente, aquilo que faziam delas. Quem tinha o conhecimento, barrava o acesso à informação para liderar, para controlar. Pensar pela própria cabeça era perigoso, ameaçador para os poderes instituídos. É aqui que entra o sou como sou, a que a quadra citada faz referência. Era-se portanto, aquilo que se era permitido ser. E o sou como sou, não seria mais que um... sou o que de mim fizeram.
Hoje não! Hoje, quase todos, a maioria, somos o que de nós fazemos! Claro que, também para a maioria de nós, com a ajuda das pessoas das nossas vidas, pais, irmãos, tios, professores, todo um sei lá de gente que nos foi transmitindo valores. Contudo, compete a cada um, foi-nos permitido e eu diria mesmo ensinado, cultivar em nós tudo o que nos chega. Dois irmãos, educados pelos mesmas pessoas e não importa quem, irão reagir de modo diferente perante a mesma situação, apesar de todas as semelhanças que os unem. É a prova de que os mesmos valores transmitidos, foram cultivados por cada um de forma diferente. Estes irmãos, reagindo de forma distinta perante a mesma situação, estarão a actuar em função da pessoa que cada um fez de si.
Ainda que um eu como produto de terceiros (o tal eu do António Aleixo), me desresponsabilize e não me tire o sono por algumas decisões erradas, atitudes desenquadradas, etc, o eu que tive (tenho) oportunidade de me fazer, encontra-se precisamente no lado oposto. Isto significa que me posso sentir mal, sentir-me culpado com a consequência de algumas decisões, de algumas atitudes, mesmo quando tomadas, efectuadas, com a melhor das intenções! Não obtendo o resultado desejado para nós, sendo que a única pessoa a sair prejudicada por esse insucesso somos precisamente nós próprios, tudo o que colhemos será a frustração. Deveríamos por isso ser suficientes para apagar estas situações das nossas vidas (reter apenas a lição que lhe vem associada). Por exemplo, quantas coisas fazemos ou fizemos por amor que não surtiram resultado? Ainda que não nos arrependamos delas, não seria fantástico se um simples delete informático as pudesse apagar da nossa lembrança?

Estarei, por ventura, a constatar o demasiado óbvio, peço perdão se assim é. Mas se por acaso alguém tem a chave, por favor contacte…






, precisa-se…

sexta-feira, junho 05, 2009

Quem amo eu, afinal?!


Tendemos para reconhecer, na pessoa que, hipoteticamente, amamos, "qualidades" comuns, semelhanças com a nossa própria pessoa. Costumamos chamar a isto – cumplicidade.
- Ela(e) afinal também gosta de cinema! Também gosta de leitura! De música calma! Somos “almas gémeas”, está visto! Adora poesia, como eu, passear sozinha(o) à beira mar! - Por onde terás andado até agora, meu amor? – Subitamente, ela(e), está, em primeiro lugar, no nosso adormecer, e pouco tempo depois, no nosso acordar. É que nos primeiros tempos, apenas adormecemos a pensar na tal pessoa! Só passado algum tempo é que a tal pessoa passa a ser o nosso primeiro pensamento ao acordar, a nossa primeira visão no novo dia! Chegamos então ao momento em que, essa pessoa, passa a ser o nosso primeiro e o nosso último pensamento do dia. É chegada a altura de (nada a fazer contra isso e nem que seja só connosco próprios) assumirmos que estamos apaixonados.
Mas calma… apaixonados por quem? Quem amo eu, afinal? Bem, quer-me parecer que estou a gostar de aspectos que caracterizam a minha própria pessoa! Que raio! Há algo aqui que não bate certo… então mas… de que/quem estou a gostar eu, afinal?! Gosto dela(e) por ela(e) gostar do que eu gosto?!!! Então estou apaixonado por mim!!!

Gostamos na outra pessoa, também e muito das diferenças, mas não nos apercebemos. São as diferenças que nos complementam e nós tendemos a chamar às diferenças (na tal pessoa) DEFEITOS! É claro que as coisas que temos em comum são muito importantes, fundamentais, até, na minha opinião. Quem gosta de dar (seja o que for, um beijo, um carinho, um presente fora de data, etc.) gosta de receber, compreensível, mas não oferece com o intuito de receber. No entanto, como ambos gostam de dar, ambos sabem que vão receber, vão é dar e receber de maneiras diferentes! E é esta diferença que nós gostamos. É o facto da tal pessoa, gostar das coisas que eu gosto MAS fazê-las, senti-las de maneira diferente. Amar é muito mais do que isto… amar é gostar dos defeitos. É estar "lá" para ajudar a corrigi-los. É chorar as lágrimas dela(e). Devemos, bem entendido, sobretudo, amar os defeitos da pessoa que amamos!

terça-feira, maio 19, 2009

A cor da mentira!



Acaso alguém conhece uma mentira, que não seja de engano? Acaso alguém conhece uma mentira, que não seja destinada a manipular, a tirar o melhor proveito duma situação, a deixar os outros enganados quanto à veracidade de determinados factos? Pois é… só existe um tipo de mentira, e todos sabemos como se chama, chama-se MENTIRA. Seja ela branca ou da cor que lhe queiramos dar. Desengane-se quem pensa que pode ‘poupar’ alguém, quando usa como argumento uma ‘não verdade’. Quando alguém mente a uma pessoa, este facto só tem um motivo que o justifica; essa pessoa parece não ser suficientemente importante para ela, não ser suficientemente importante na sua vida. Contudo, a primeira pessoa a ser enganada pela mentira, é precisamente quem mente. Mesmo que eu possa dizer que fiz algo, quando efectivamente não fiz, porque, por exemplo, fui acometido pela preguiça, estou a enganar-me. Como é lógico neste caso, a pessoa a quem eu estou a dizer que fiz algo, vai ficar a pensar que o fiz e eu, que disse que o fiz não o fazendo por que sei que o mais correcto seria tê-lo feito, só estou a enganar uma pessoa… eu próprio!
Ainda assim, a pior mentira, é a que nos chega de alguém por terceiros. Eu explico. Quando uma pessoa em conversa com outra, mente sobre uma terceira. A única coisa tão ou mais grave do que isto é, a pessoa que ouve, não dar uma oportunidade à pessoa vitima de injuria, de apresentar argumento em sua defesa. Há quem diga que a confiança é como a virgindade, só se perde uma vez. Mas só um tipo de pessoa não dá segunda oportunidade; a que não erra. E destas, não conheço nenhuma. Por exemplo, os macacos não erram precisamente por que errar é Humano. Das duas uma; ou anda por aí muito macaco que sabe ler e escrever, ou então anda por aí muito ser humano que não sabe o significado, o verdadeiro significado de AMIZADE, SINCERIDADE, DISPONIBILIDADE, LEALDADE. Só uma pessoa verdadeiramente mentirosa consegue subdividir a mentira em categorias. Estas pessoas, as que dão cores às mentiras, devem ter presente que, ao tratarem a confiança nas relações interpessoais como se fosse um sistema de créditos, estes se começam a perder com a mentira que elas dizem ser… branca!

Até breve.