Dois mais dois é igual a quatro. Por enquanto…
Ou talvez se retirarmos as letras, se consiga ler melhor. Então cá vai:
2 + 2 = 4
Isto ensinaram-me ainda criança. Anexaram uns exemplos, com peças de fruta à mistura e tal, para comprovarem, e eu resolvi acreditar. Na altura, pensava para mim: "Se não for verdade, há-de vir a saber-se".
Tal como me disseram, ainda miúdo, que se caísse a um poço, morreria.
- Mantém-te longe dos poços – alertavam-me – olha que se caíres, não há nada a fazer, morres. - E quanto à morte, bem, quanto à morte meus amigos, depois de entender o que era, ainda criança, resolvi nunca facilitar, dentro do risco que já corro por ter nascido! Nem facilitar com a minha, nem com a dos outros. E aqui chego ao que gostaria de sublinhar.
Não me apazigua o facto de haver justiça prevista que se me aplique, no caso de num acesso de irresponsabilidade, os meus excessos ceifarem vida(s) alheia(s).
Já cometi os meus excessos… Agora que penso nisso… Mas na altura não o eram, para mim, claro. Ainda assim quando o foram, não colocaram terceiros em risco. Por vezes tento imaginar-me num cenário de culpado. E concluo que teria tudo menos paz comigo próprio. Concluo que nenhuma pena a que fosse condenado, faria justiça à minha culpa.
Se há algo que o tempo me tem ensinado a relevar, é a irreversibilidade de determinadas questões. E haverá algo mais sensível neste assunto do que a vida/morte? – Não me parece.
Por quanto tempo iremos nós comportarmo-nos desta forma? Desta forma egoísta que, em troca de algum prazer, como o é por exemplo a velocidade nas estradas, colhe vidas de pessoas que seguem o seu caminho dentro das regras?... Como pode alguém retirar prazer de lançar pedras desde os viadutos das auto-estradas, para partir pára-brisas, e ficar a ver a gincana, o conjunto de reflexos do condutor, para não se despistar?... E tantas, tantas outras situações…
Haverá pena que faça justiça a tamanhas barbáries?... Não pode haver…
Ou talvez se retirarmos as letras, se consiga ler melhor. Então cá vai:
2 + 2 = 4
Isto ensinaram-me ainda criança. Anexaram uns exemplos, com peças de fruta à mistura e tal, para comprovarem, e eu resolvi acreditar. Na altura, pensava para mim: "Se não for verdade, há-de vir a saber-se".
Tal como me disseram, ainda miúdo, que se caísse a um poço, morreria.
- Mantém-te longe dos poços – alertavam-me – olha que se caíres, não há nada a fazer, morres. - E quanto à morte, bem, quanto à morte meus amigos, depois de entender o que era, ainda criança, resolvi nunca facilitar, dentro do risco que já corro por ter nascido! Nem facilitar com a minha, nem com a dos outros. E aqui chego ao que gostaria de sublinhar.
Não me apazigua o facto de haver justiça prevista que se me aplique, no caso de num acesso de irresponsabilidade, os meus excessos ceifarem vida(s) alheia(s).
Já cometi os meus excessos… Agora que penso nisso… Mas na altura não o eram, para mim, claro. Ainda assim quando o foram, não colocaram terceiros em risco. Por vezes tento imaginar-me num cenário de culpado. E concluo que teria tudo menos paz comigo próprio. Concluo que nenhuma pena a que fosse condenado, faria justiça à minha culpa.
Se há algo que o tempo me tem ensinado a relevar, é a irreversibilidade de determinadas questões. E haverá algo mais sensível neste assunto do que a vida/morte? – Não me parece.
Por quanto tempo iremos nós comportarmo-nos desta forma? Desta forma egoísta que, em troca de algum prazer, como o é por exemplo a velocidade nas estradas, colhe vidas de pessoas que seguem o seu caminho dentro das regras?... Como pode alguém retirar prazer de lançar pedras desde os viadutos das auto-estradas, para partir pára-brisas, e ficar a ver a gincana, o conjunto de reflexos do condutor, para não se despistar?... E tantas, tantas outras situações…
Haverá pena que faça justiça a tamanhas barbáries?... Não pode haver…
